Como surfar na nova onda mundial do Fitness

Por João Batista Ferreira

Antecipar-se e aperfeiçoar continuamente o modelo de gestão.

O modelo de negócio predominante nos países emergentes é intuitivo, onde a formação do empresariado está alinhada no mercado com a presença maçica de pequenas e médias empresas, a maioria gerada no perído de grande surto inflacionário.

Hoje este parque enfrenta um enorme desafio: como sobreviver ao impacto da nova ordem mundial? Como sobreviver à crescente influência dos custos da China, que a cada vez mais apresenta níveis de qualidade surpreendentes?

O Brasil, neste cenário emergente, desponta como a grande economia da vez, escolhida para ser o ativo mais rentável e sustentável para a nova fronteira do capitalismo. Nosso país concentra condições de crescimento importantes para os investidores internacionais. Primeiro, falamos português do Oiapoque ao Chuí e estamos conectados em rede em todo o território nacional. Nosso Produto Interno Bruto ultrapassa a casa dos U$1,5 trilhão e, apesar do minguado crescimento econômico da última década, as condições dos brasileiros – 190 milhões no 5º maior território do planeta – se alteraram para melhor expandindo a classe média - 52% - com a entrada de 25 milhões de novos consumidores. Para completar os preços das commodities continuam sustendando o grande ciclo de crescimento.

País do impossível: enquanto as taxas de juros oficiais – as maiores do planeta - são elevadas para conter a inflação, o consumo através do crédito fácil continua disparando. Nunca se comprou tanto internamente neste país. Estima-se que em 2012 o consumo ultrapasse os U$1.2 trilhões. Realmente incrível.

Emergentes:

Faturamento anual · N° de Academias · Faturamento médio

Ressalta na figura o grande número de Academias no Brasil. Entretanto nos demais – Russia, Índia e China o mercado é mais rentável, com resultados muito mais expressivos considerando-se o no. de empresas e o faturamento médio por academia.

Uma olhada transversal no mercado do Fitness evidencia um grande movimento na direção de uma maior profissionalização destas empresas, com a entrada de novos players de perfil investidor que privilegia implacavelmente o retorno do capital. São investimentos inacessíveis para a grande maioria das empresas brasileiras de Fitness mas que provocam uma situação de risco para a base: são referência em tecnologia dos equipamentos, poder de comunicação e maneiras agressivas de atrair o público, numa competição direta com a timidez colonial da pequena e média empresa. Estes, tem que contar com a “Criatividade e a Inovação”, quase sempres sua única arma para atrair e reter seus clientes.

Aliás, não só no Fitness mas em toda a economia, logo os empresários brasileiros vão perceber para sempre que o seu concorrente não é mais o vizinho, colocando seu negócio em risco se não for devidamente preparado para enfrentar a onda globalizante.

América Latina:

É notável o excelente desempenho brasileiro se comparado aos nossos colegas do cone sul, o que nos coloca em vantagem para uma expansão dos negócios tanto interna como externamente.

Enfim, o Brasil reúne excelentes condições par uma consolidação da tendência de crescimento da demanda por produtos e serviços que impactem a qualidade de vida de sua população. O mercado da Beleza e o Fitness são bola da vez.

Aos empresários um recado: repensar seus modelos de gestão e focar no conhecimento dos desejos da população, que está mudando tão rápido como as tecnologias de comunicação que ela dispõe. Ofereçam seus serviços com alta taxa de Inovação, gerando idéias de valor à partir do seu acervo de Criatividade, pois afinal de contas ser empresário neste país é duro mesmo.

João Batista Ferreira
Titular da J2 Marketing
Empresa especializada em Interação da Marca.

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